Sustentabilidade das Áreas de Novas Reservas
Ambientais da Amazônia O pensamento ambiental atual levanta a bandeira do uso sustentável
das áreas de unidades de conservação onde ocorrerá
a preocupação da subsistência e o respeito ao meio ambiente.
Para tanto,nos vemos tentados a visualizar tempos de mudanças nas
práticas rotineiras com ferramentas que unem o modelo moderno e o
antigo com bastante criatividade para o bem estar das Comunidades.Vejam
como isso está podendo ser feito.Sustentabilidade das Áreas de Novas Reservas
Ambientais da Amazônia
(Jorge Serra)
(Jorge Serra)
O Parque Nacional dos Campos Amazônicos, no sudoeste do Amazonas e
no extremo nordeste de Rondônia, terá uma área de aproximadamente
880 mil hectares.A Reserva Extrativista do Rio Unini, situada no norte do
Amazonas, se estenderá por 830 mil hectares e será a maior
do estado. No sul do Amazonas, a Reserva Extrativista Arapixi compreenderá
uma área de 133 mil hectares.
Criação de três UC's estaduais: Reserva do Rio Madeira,
Reserva do Rio Juma e Parque Estadual do Matupi. O fato de que com o novo
parque o governo estabelece uma barreira para conter o avanço do
desmatamento de Rondônia para o Amazonas. Antes as UC's eram criadas
em lugares distantes da Amazônia. Agora são criadas em área
onde há ameaça de expansão predatória. Isso
faz a diferença, lembrando que há 15 dias foi criado o Parque
Nacional do Juruena, que bloqueou a frente predatória do Mato Grosso
para o Amazonas.
Com a criação do parque, o governo federal saiu de uma posição
"proibitiva", ao definir áreas de conservação
e estabelecer políticas para que as famílias que residem na
área possam trabalhar com regras claras, sem desrespeitar o meio
ambiente.
As Reservas Extrativistas (Resex) são áreas de domínio
público utilizadas por populações extrativistas tradicionais,
comunidades que vivem do extrativismo, da agricultura de subsistência
e da criação de animais de pequeno porte. Com a criação
dessas reservas, o governo pretende proteger os meios de vida e a cultura
dessas populações e assegurar o uso sustentável dos
recursos naturais.
Parques Nacionais são unidades de proteção integral
e destinam-se a proteger os ecossistemas, a biodiversidade e a floresta
e podem se tornar fontes importantes de geração de emprego
e renda através do turismo ecológico, além da possibilidade
de realização de pesquisas científicas, contribuindo
para aumentar o conhecimento sobre os ecossistemas amazônicos e seu
potencial.
As famílias da região vivem do extrativismo e da agricultura
de subsistência. Elas também serão beneficiadas com
um grupo de trabalho, criado nesta quarta-feira, que reúne representantes
da associação, do Ibama, do Ministério do Meio Ambiente
e do governo do estado, para redefinir os limites do Parque Nacional do
Jaú, vizinho da Resex do Unini, onde reside cerca de 70% dessas famílias.
O objetivo é reduzir os limites do parque e aumentar os limites da
reserva extrativista. Em breve, esse grupo de trabalho apresentará
sua proposta, que ainda será apreciada pelo Congresso Nacional.
A criação dessa unidade atende a uma solicitação
do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Boca do Acre, que durante o processo
contou com apoio do Conselho Nacional dos Seringueiros e o Grupo de Trabalho
Amazônico. A comunidade local luta pela Resex desde 2000.(Transcrito
de Marluza Mattos)